Produtos da Valorização de Resíduos

O processo de tratamento e valorização de resíduos permite dar nova vida às matérias primas e obter produtos que voltam a entrar no ciclo de produção e de consumo.

 

Esta realidade dá força e demonstra a viabilidade de uma Economia Circular, que na prática permite poupar matérias primas virgens e fomentar a utilização de matérias primas secundárias. Na RESINORTE, este processo faz parte do nosso ADN há já vários anos.

 

Os processos produtivos são concebidos e explorados para que os seus sub-produtos sejam aproveitados com o máximo de eficiência.

Produtos

Os produtos resultantes da valorização de resíduos que se encontram disponíveis ao mercado, são Materiais para reciclar, Corretivos Orgânicos, e Energia.

Energia Elétrica

Os resíduos urbanos transportados para os aterros, entram em decomposição formando um gás incolor e insolúvel em água, o biogás.

 

O biogás é composto principalmente por metano (CH4) (50-60%) e dióxido de carbono (CO2) (30-40%); é ainda constituído por aproximadamente 5% de outros gases, nomeadamente hidrogénio, azoto, sulfureto de hidrogénio, monóxido de carbono, oxigénio, entre outros.

 

O biogás é um gás corrosivo, sendo o elemento mais corrosivo presente no biogás o sulfureto de hidrogénio (H2S), que confere um odor agressivo caraterístico ao biogás “odor a ovos podres”.

 

A quantidade de biogás produzido pela massa de resíduos varia ao longo do tempo, e pode ser influenciada por diversos fatores tais como a composição dos resíduos urbanos, teor de humidade, temperatura, pH, condições climatéricas, permeabilidade do material de cobertura, grau de compactação dos resíduos, idade do aterro sanitário entre outros.

 

O biogás é excelente do ponto de vista do aproveitamento energético, pois é de fácil combustão conferindo-lhe um valor energético elevado, e de natureza não poluente.

 

O aproveitamento do potencial energético contido no biogás tem como objetivos:

 

- Reduzir a emissão de gases com efeito de estufa;

 

- Promover a aplicação da Diretiva Europeia sobre a produção de eletricidade de origem renovável, de acordo com a qual Portugal tem como objetivo, para que, a partir de 2010, seja possível satisfazer mais de 45% das suas necessidades de eletricidade através de fontes renováveis;

 

- Melhorar os índices de sustentabilidade económicos e ambientais dos sistemas multimunicipais de tratamento e valorização de RU.

 

- O biogás que é produzido nos aterros sanitários da RESINORTE é captado através de uma rede de drenos verticais e conduzido até aos queimadores de biogás onde são queimados todos os gases. Isto resulta na redução do metano presente no biogás e na sua conversão em dióxido de carbono e vapor de água.

 

A Resinorte tem em funcionamento 6 centrais de valorização energética em funcionamento.

 

Esta central produz em simultâneo energia elétrica e térmica, sendo que a última é utilizada para o aquecimento das instalações. Através desta unidade, é possível promover o aproveitamento energético do biogás, para o efeito, foi instalado um motogerador com potência nominal de 800 kW.

 

O objetivo principal é a produção de energia elétrica a partir de biometano proveniente da decomposição dos resíduos urbanos. A unidade instalada consome cerca de 350 m3/h de biogás com um teor de metano na ordem dos 52%, sendo esta quantidade suficiente para alimentar 1.400 habitações.

Materiais Para Reciclar

A Resinorte recolhe e envia para reciclagem matérias primas com inúmeras possibilidades de valorização através dos Ecopontos.

 

Esta, é uma tarefa diária que inclui diversas tipologias de materiais, tais como:

 

- Papel e Cartão;

- Embalagens de Vidro;

- Embalagens de Plástico (Filme, PET, PET Óleo, PEAD, EPS, Plásticos Mistos e ECAL);

- Embalagens de Metal (Alumínio e Aço).

 

Estes materiais, após serem triados nas nossas unidades de tratamento, são encaminhados para a indústria Recicladora.

 

A Resinorte nos seu Ecocentros também recebe os seguintes materiais:

 

- Papel e Cartão;

- Embalagens de Vidro;

- Embalagens de Plástico (Filme, PET, PET Óleo, PEAD, EPS, Plásticos Mistos e ECAL);

- Embalagens de Metal (Alumínio e Aço);

- Plásticos não urbanos e/ou não embalagem;

- Metais não embalagem;

- Vidro Plano;

- Madeira;

- Pilha e acumuladores;

- Lâmpadas fluorescentes;

- Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE's);

- Óleos alimentares;

- Resíduos verdes*;

- Monstros*.

 

*Resíduos não admitidos no caso de utilizadores industriais.



Correctivos Orgânicos

O composto orgânico FERTIBOM é um corretivo orgânico de solos, proveniente do processo de compostagem de materiais biodegradáveis, através da fermentação aeróbica rigorosamente controlada e em condições específicas de arejamento, temperatura e humidade. O processo biológico de transformação de matéria orgânica é efetuado por bactérias e fungos.

 

A aplicação no solo de matéria orgânica compostada desenvolve o equilíbrio dinâmico do solo através do fomento da diversidade biótica e das relações físicas e químicas, de forma a promover níveis de produtividade elevados e constantes ao longo do tempo.

 

O FERTIBOM pode ser utilizado nos sistemas da agricultura convencionais e sistemas de produção integrada, nomeadamente em viticultura, fruticultura (ex: Kiwi, maçã, pêra, uva), horto-industrias (ex: tomate, cenoura, batata, couves, cebola, ervilha, pimenta), jardinagem e reconstrução de espaços verdes, recuperação de solos degradados, silvicultura, entre outros, sendo aplicado de forma direta no solo com distribuição superficial ou localizada.

 

O composto produzido na RESINORTE contribui para as seguintes melhorias no solo:

 

- Reduz a necessidade de fertilizantes químicos;


- Reduz a perda de nutrientes no solo;


- Reduz os riscos de erosão;


- Aumenta a capacidade de troca catiónica;


- Aumenta o poder tampão do solo (regula variações de pH);


- Aumenta a capacidade de aquecimento e trocas calorificas dos solos;


- Aumenta a capacidade de arejamento do solo e a infiltração da água, melhorando o balanço hídrico do solo;


- Facilita os trabalhos de preparação dos solos para cultivo;


- Preserva as reservas de azoto no solo (forma orgânica);


- Torna os solos argilosos mais ligeiros e aumenta a coesão nos solos arenosos, aumenta a qualidade da textura e a estabilidade da estrutura do solo;

 

- É fonte de diversos nutrientes para as plantas e aumento para os microrganismos do solo;


- Atua como agente na luta biológica contra doenças do solo.

 

Para qualquer esclarecimento adicional, contacte-nos através do seguinte endereço: corretivos.organicos@egf.pt