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TRATAMENTO MECÂNICO E BIOLÓGICO


 
O Sistema de Tratamento Mecânico e Biológico da Resinorte está dimensionado para tratar 600 toneladas de resíduos por dia, correspondendo a um total anual de 180.000 toneladas.
Os resíduos são rececionados de forma indiferenciada e, após o tratamento, dão origem a composto, havendo também recuperação de parte dos plásticos, vidro e metais que constituem os resíduos urbanos.

O TRATAMENTO MECÂNICO E BIOLÓGICO
  • Consiste na separação mecânica dos resíduos indiferenciados em três categorias: matéria orgânica, materiais recicláveis e rejeitados.

O TRATAMENTO MECÂNICO
  • É efetuado por uma série de automatismos, servindo para a remoção de matérias recicláveis (metais, plásticos, vidros e papel).

O TRATAMENTO BIOLÓGICO
  • Consiste na decomposição de matéria orgânica, através dum processo de digestão aeróbia dentro dos biorreatores, transformando-a em composto.


O PROCESSO
 

Os resíduos são descarregados para duas fossas com capacidade de 365 e 450 m3.
São depois encaminhados para uma tremonha e transportados por um tapete até à triagem manual.
Na triagem são retirados os resíduos de grandes dimensões, que podem provocar entupimentos, nomeadamente, têxteis, sucata, eletrodomésticos.



Posteriormente, os resíduos são encaminhados para um tromel com malha de 200mm, onde vão ser separados.
Os resíduos com dimensões superiores a 200mm seguem por um tapete onde será efetuada a triagem manual para retirar os resíduos passíveis de valorização como o filme plástico e papel/cartão). Os rejeitados são encaminhados para um contentor de refugo.



Os resíduos com dimensões inferiores a 200 mm passam numa triagem manual de vidro, o restante material segue num terminator ou destroçador onde o material é transformado em partículas mais pequenas.






Os resíduos são transportados novamente num tapete e dão entrada num crivos de finos (malha 80mm). Os resíduos com dimensões superiores a 80mm são encaminhados para um separador balístico onde são separadas três frações: finos, planos e rolantes.





Os resíduos passam ainda por dois separadores óticos, um de planos, outro de rolantes, bem como num separador magnético. O separador ótico de planos vai separar três frações: refugo, filme e Ecal, sendo que o filme passa posteriormente numa triagem negativa onde são retirados os refugos e é imediatamente prensado.



O separador ótico de rolantes vai separar os resíduos polímeros (PET, PEAD, Plásticos mistos, etc) dos não polímeros (refugo).
Os resíduos com dimensões superiores a 80 mm que permanecerem no tapete após a passagem no separador balístico são encaminhados e juntam-se com os resíduos de dimensões inferiores a 80 mm, tendo como principal função servir de estruturante no processo de fermentação forçada.


Os resíduos com dimensões inferiores seguem por um tapete passando por um separador eletromagnético onde os metais são retidos e encaminhados para valorização. Os resíduos resultantes são encaminhados para outro tapete, este reversível que vai alimentar três tremonhas, alimentando estas os três biorreatores.




Dentro dos cilindros (biorreatores), os resíduos resultantes do tratamento mecânico são dilacerados através dos movimentos do próprio biorreator. É aqui que vai acontecer a compostagem. Através de uma fermentação forçada onde o oxigénio e a humidade são controlados e a temperatura chega aos 70ºC.



Passados 3 dias obtém-se composto e refugo (materiais de pequenas dimensões que após o tratamento mecânico permaneceram na mistura de resíduos).
No final da biorreação o composto e o refugo são separados em crivos com malha de 25 mm. Este processo chama-se afinação primária. O refugo resultante é transportado para um aterro sanitário e o composto segue para a zona de maturação.


O hall de maturação é uma zona coberta onde o composto é colocado até à sua estabilização. A pilha é formada com uma pá carregadora, distribuindo o composto uniformemente. Esta pilha é deslocada ao longo de todo o hall sendo revolvida, permitindo o arejamento do composto.




Ao mudar de sítio, fica um espaço livre onde vai ser colocada uma nova pilha, e assim sucessivamente até ao fim das 6 semanas, que é o tempo que demora o composto de cada pilha a ficar maturado. Além do revolvimento, o composto é ainda arejado através de grelhas colocadas no pavimento.


Depois de maturado o composto vai ser novamente crivado (crivo com malha de 15 mm) seguindo depois para 2 mesas densimétricas onde existe separação de partículas mais pesadas das mais finas, quer através de movimentos vibratórios das mesas, quer através de jatos de ar. Esta separação é a afinação secundária.
 
 

Após este processo, o composto é encaminhado para o pavilhão de armazenagem, onde fica até ser comercializado, ou ensacado ou a granel.
O composto final está acondicionado em parque coberto numa laje com dimensão de 5325m2, sendo o destino final a utilização agrícola após cumpridas as formalidades técnicas e legais.
O processo de ensacagem foi melhorado tendo sido adquirida uma nova máquina de ensacagem, uma máquina de paletização do composto e sobre selagem automática do composto.
Tratamento
Triagem dos Materiais Recicláveis
Tratamento Mecânico e Biológico